Em um momento de grande instabilidade para o agronegócio brasileiro, as entidades signatárias do setor agropecuário se uniram para manifestar sua profunda preocupação com o recente cenário gerado pela suspensão das linhas de crédito com juros equalizados do Plano Safra 2024/2025. Segundo as entidades, a decisão expõe a necessidade urgente de aprimoramentos estruturais no sistema de financiamento, a fim de garantir que o setor agrícola tenha acesso a recursos suficientes e a previsibilidade necessária para o crescimento sustentável.
A suspensão das linhas de crédito afetou diretamente a confiança e a segurança dos produtores, interrompendo o planejamento das atividades agropecuárias e gerando incertezas que comprometem a produção e a economia do país. As entidades enfatizam que a previsibilidade e as condições adequadas dos recursos do Plano Safra são fundamentais para o setor, que, em 2023, representou uma parcela significativa do PIB brasileiro e desempenha papel essencial no abastecimento alimentar nacional e global.
Em comunicado, as entidades destacam que a escassez de crédito ou a oferta de financiamento com juros elevados tornam inviáveis os investimentos necessários para a modernização e sustentabilidade do agronegócio. “O volume de recursos precisa ser compatível com a importância do agronegócio, que não só sustenta a economia do país, mas também abastece mercados ao redor do mundo”, afirmam.
Com o Plano Safra 2025/2026 já no horizonte, as entidades alertam para a necessidade de planejamento antecipado, com a participação ativa dos representantes do setor agropecuário na construção do novo plano. “É imprescindível que o novo Plano Safra esteja alinhado ao tamanho e às necessidades do agronegócio brasileiro, incorporando políticas que incentivem a inovação, sustentabilidade e a ampliação dos mercados”, ressaltam.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também desempenhou um papel crucial nesse processo. Frente ao impacto da suspensão das linhas de crédito e ao cenário de inflação de alimentos, especialmente no caso da cesta básica, a FPA pressionou o governo federal por uma solução. Como resultado, um aporte adicional de R$ 4,17 bilhões foi destinado para a subvenção econômica de juros nas operações de custeio, comercialização e investimento, por meio da Medida Provisória 1289/2025. As entidades ressaltam a importância dessa ação e a colaboração entre governo, parlamento e entidades representativas para garantir que o setor agropecuário continue sendo um dos pilares da economia nacional.
Além disso, as entidades reafirmaram o compromisso em colaborar na formulação de políticas públicas que fortaleçam o setor e promovam o desenvolvimento sustentável do Brasil. “A cooperação entre as partes envolvidas é essencial para garantir que o agronegócio continue a ser a base sólida da nossa economia e, principalmente, da nossa segurança alimentar”, afirmam.
O compromisso de todos os envolvidos é claro: garantir que o Plano Safra 2025/2026 seja robusto, previsível e ajustado às realidades e necessidades do setor agropecuário. A continuidade desse processo de colaboração será crucial para a segurança alimentar e para a sustentação de um dos principais motores da economia brasileira.
Entidades Assinantes:
- Associação Brasileira do Agronegócio
- Associação Brasileira da Batata
- Associação Brasileira dos Criadores de Suínos
- Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
- Associação Brasileira da Indústria de Alimentos
- Associação Brasileira da Indústria do Fumo
- Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
- Associação Brasileira do Biogás
- Associação Brasileira de Frigoríficos
- Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
(Entre outras entidades representativas do setor agropecuário brasileiro.)
Fonte: Plano Safra