O mercado do boi gordo em Goiás encerrou a sexta-feira (14) com leve desvalorização. Conforme levantamento do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), a arroba foi cotada, em média, a R$ 281,06, o que representa recuo de 0,20%. Já a vaca gorda manteve-se praticamente estável, negociada a R$ 263,73, com leve alta de 0,04%.
As exportações de carne bovina seguem sendo um fator importante para evitar quedas mais acentuadas nas cotações. No entanto, o consumo interno enfraquecido continua pressionando o mercado físico. Segundo o IFAG, as boas condições das pastagens neste período têm permitido que pecuaristas segurem seus animais à espera de preços mais atrativos. Além disso, as escalas de abate seguem confortáveis, o que reduz a urgência de compras pelos frigoríficos.
No mercado futuro, os contratos de boi gordo na B3 oscilaram de forma moderada. O vencimento para março de 2025 fechou cotado a R$ 310,25, com valorização diária de 0,16%. Já para junho de 2025, o preço foi de R$ 310,60 por arroba, alta de 0,78%.
No atacado paulista, os preços da carne bovina também apresentaram leve valorização. De acordo com dados do Cepea, até o dia 11 de março, a carcaça casada no atacado da Grande São Paulo acumulava alta de 0,46%, fechando o período a R$ 21,93 por quilo. O Indicador do Boi CEPEA/ESALQ apontava elevação de 0,32% no mês, alcançando R$ 311,95.
Segundo análise do Cepea, frigoríficos buscam negociar nos patamares mínimos dos intervalos ou até mesmo reduzir os preços pagos, mas encontram resistência por parte dos pecuaristas. Esse cenário de impasse tem resultado em baixa liquidez tanto no mercado físico quanto no segmento de reposição.
Reposição: valorização dos animais jovens
O mercado de reposição apresentou comportamento distinto. A cotação do bezerro Nelore (0 a 12 meses) foi destaque na semana, atingindo R$ 2.224,60, com alta de 4%. Já o garrote Nelore (13 a 24 meses) foi negociado a R$ 2.632,00, variação positiva de 3,68%.
Para as fêmeas, o cenário foi dividido. O bezerro Nelore fêmea registrou valorização expressiva de 8,28%, cotado a R$ 2.406,20. Já o garrote Nelore fêmea recuou 7,98%, negociado a R$ 2.182,00.
Ainda segundo dados do IFAG, outras categorias também apresentaram oscilações. O mestiço macho (0 a 12 meses) teve queda de 1,34%, enquanto o mestiço fêmea recuou 2,53%. Por outro lado, o mestiço macho de 13 a 24 meses registrou valorização de 11,94%, cotado a R$ 2.500,00, evidenciando um movimento seletivo no segmento.
Expectativa para segunda quinzena de março
Apesar do bom desempenho na primeira metade do mês, com ritmo intenso nas vendas do atacado, a perspectiva para a segunda quinzena de março é de menor espaço para altas expressivas nos preços. O consumo tende a perder força, e proteínas de menor custo, como frango e ovos, continuam impactando o comportamento do mercado de carne bovina.
No campo, as condições seguem favoráveis para os pecuaristas, que mantêm cautela na comercialização. A postura conservadora reflete diretamente na liquidez, tanto no mercado de boi gordo quanto na reposição.