Com escalas de abate cada vez mais curtas, o mercado continua em alta, mas é essencial que o pecuarista esteja atento ao desgaste das pastagens, alerta analista.
O mercado físico do boi gordo segue sua recuperação, impulsionado pelas escalas de abate cada vez mais curtas no Brasil. A expectativa é que esse movimento se intensifique em abril.
Segundo o analista da Safras & Mercado, o pecuarista deve se preparar para o maior desgaste das pastagens, especialmente com a expectativa de chuvas mais escassas no Centro-Norte. Os preços atuais na B3 apresentam boas oportunidades para travar preços.
Média da arroba do boi (a prazo)
- São Paulo: R$ 324,92 (ante R$ 325 ontem)
- Goiás: R$ 318,75 (contra R$ 315 anteriormente)
- Minas Gerais: R$ 305,88 (ante R$ 303 na quarta-feira)
- Mato Grosso do Sul: R$ 317,95 (contra R$ 320 ontem)
- Mato Grosso: R$ 312,70 (ante R$ 313)
Mercado atacadista
No atacado, os preços da carne bovina continuam firmes. A expectativa é de uma elevação dos preços no curto prazo, especialmente com a boa demanda de carne durante a Páscoa. As exportações também seguem em alta, com previsões de recordes de embarques nesta temporada.
Os cortes continuam com os seguintes preços:
- Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo
- Dianteiro: R$ 18,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,17%, cotado a R$ 5,6295 para venda e R$ 5,6275 para compra. Durante o dia, a moeda variou entre a mínima de R$ 5,5925 e a máxima de R$ 5,6440.